janeiro 09, 2009

AI PALESTINA

Nos anos oitenta, cantei pela primeira vez, em Jerusalem, este meu grito pela Palestina. Voltei a cantar este fado, nos anos noventa, em Portugal,França,Venezuela, Palestina e Israel. A ultima vez foi em 2005 no Libano: Palavras por mim sentidas, e que no plasma de legendas, assumiram outra importancia, assim traduzidas, para Árabe e Francês. Nessa altura, eu tinha força para lutar, tinha força para gritar, tinha força para atravessar o deserto do Negev e a fronteira da Jordania, para visitar um campo de refugiados palestiniano, e escutar o "chôro e pranto tão vermelho", daquela mulher vestida de negro, com o filho morto nos braços...Hoje só posso chorar...lamentar...e recordar tristemente que, depois dos esforços de Arafat, a Palestina continua a ser palco de tristeza, palco de ódios cada vez mais reacendidos.


AI PALESTINA (Musica e Letra- Valéria Mendez)

Intifada, pedra sangue
de menino a lutar
por Allah da Liberdade,
águias mortas de pesar

De Ramallah e Jenin
chôro e pranto tão vermelho,
sangue em rocha derramado,
Intifada feita Fado

Ai Palestina, "Phalestyn",
cola teu espelho quebrado,
grita, grita mais além
Palestina, "Phalestyn",
Terra de Jerusalém.

Publicado por Valéria Mendez em janeiro 9, 2009 12:24 PM | TrackBack
Comentários

Lindo! O dom da voz e da escrita num perfeito casamento. A servir o expressar de sensações, pensamentos e sentimentos, como forma de o passar e o despertar de consciências. Fado enfim!
beijos e sorriso

Afixado por: Egrégora em janeiro 9, 2009 02:19 PM

grande pequeno poema!

Afixado por: ada em janeiro 10, 2009 07:11 PM

Pena que nunca a ouvi cantar este fado.Ja vi a Valeria cantar na SIC e na RTP e tambem ao vivo no Casino Park e no Savoy no tempo do saudoso Tony Cruz,mas este soberbo poema nâo me lembro de o ter escutado.E porque deixou os palcos? Olhe que muita gente ia de proposito vê_ la quando se sabia que a Valeria ia cantar neste ou naquele hotel.Ainda me lembro daquelas autenticas aulas de Fado que você dava no Casino Park explicando o que ia cantar em 3 ou 4 linguas.Belos tempos! Abraço de saudade dum madeirense actualmente a trabalhar no Porto. Pedro Ornelas

Afixado por: Pedro Ornelas em janeiro 10, 2009 11:02 PM

um exemplo perfeito daquilo a que os franceses chamam de chanson engagée na mais pura linha dum Boris Vian ou dum Moustaki.

Afixado por: beatriz em janeiro 11, 2009 02:05 PM

Estive a navegar no google e encontrei uma noticia do DN em 2004 que me deixou boquiaberto pois o artigo refere que você actuou no Festival de BALBECK no Libano e que por lá já passaram nomes como MASSIVE ATTACK, a propria AMALIA, a enorme ELLA FITZGERALD,etc.Pergunto agora-MAS QUE RAIO DE GESTORES CULTURAIS HÁ NA MADEIRA QUE IGNORARAM A VALERIA MENDES NESTES ANOS TODOS?

Afixado por: Luis Sá em janeiro 13, 2009 02:57 AM

Valéria.Não gosto nada de a ver derrotista. Quero continuar a vê-la lutar pela causa palestiniana.Vá, força aí!Ainda tem muito para dar, para cantar e para lutar. E quando vier ao continente cantar quero ir vê-la !Um abraço.

Afixado por: Jorge Zeno em janeiro 14, 2009 11:18 PM

Sem duvida... Muitos anos, muitas lutas, muitos gritos, e está tudo igual ou pior...
http://reservahoteisbaratos.blogspot.com

Afixado por: andre em janeiro 16, 2009 05:48 PM

Ja li estes versos e penso que sao tao profundos que imagino como ficavam na voz da Amalia.

Afixado por: Debora Santos em janeiro 18, 2009 01:32 PM

Grande Valéria.
Aquele @bração do
Zecatelhado

Afixado por: Zecatelhado em janeiro 18, 2009 05:22 PM

Lamentavelmente há poderosos interesses que alimentam o ódio.


Confissão de um terrorista!


Mahmoud Darwich (1941-2008)


"Ocuparam minha pátria
expulsaram meu povo
anularam minha identidade
e me chamaram de terrorista

Confiscaram minha propriedade
arrancaram meu pomar
demoliram minha casa
e me chamaram de terrorista

Legislaram leis fascistas
praticaram odiado apartheid
destruíram, dividiram, humilharam
e me chamaram de terrorista

Assassinaram minhas alegrias,
seqüestraram minhas esperanças,
algemaram meus sonhos,
quando recusei todas as barbáries

Eles... mataram um terrorista! "

Mahmoud Darwish, poeta palestino, testemunhou a destruição de sua aldeia, Al Birweh, durante a implantação do Estado de Israel em 1948.


Infelizmente não ouvi a canção.

Afixado por: Manoel Carlos em janeiro 20, 2009 12:26 PM

Nunca ouvi a Valeria actuar mas posso dizer que tem uma enorme sensibilidade e um poder de sintese poetico muito interessante

Afixado por: Maria J Tavora em janeiro 22, 2009 01:20 AM

tenho muito respeito por si mas acho que essa cambada de terroristas do hamas etc devia eram ser exterminados

Afixado por: menezes em janeiro 30, 2009 12:34 AM

tenho muito respeito por si mas acho que essa cambada de terroristas do hamas etc devia eram ser exterminados

Afixado por: menezes em janeiro 30, 2009 12:36 AM

Valeria, valente! Tem de cantar esta letra pela Palestina, essa vítima maior do terrorismo israelita! PALESTINA FREE!

Afixado por: Okawa Ryuko em fevereiro 8, 2009 03:35 PM
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