Encontro-me no Porto há já algum tempo. Tive de procurar um daqueles sítios onde se pode usar um PC, para actualizar o blog, ver emails...etc. O Porto é uma cidade desconcertante. Basta nos passearmos a pé por uma hora, e encontramos as mais díspares diferenças socio-economico-arquitectónicas. Tanto nos deparamos com prédios antigos devidamente restaurados, como ao virar da esquina somos brindados com casas degradadas, telhados sem telha, donde sai, como por encanto, um gato branco lindo e esfomeado. Detenho-me na porta duma tasca, compro uma sandes de carne, e vou a correr deixá-la junto à porta de onde saiu o gato. A casa parece abandonada...mas para espanto meu, ao virar as costas, sai de lá uma moça toda despachada a falar ao telemovel. Fiquei sem saber... Vão-me perdoar os ferrenhos da cidade do Porto, e os próprios portuenses, de quem tenho a melhor das impressões. Mas...a verdade, é que o Porto deprime-me. A visão que tenho de todas aqueles prédios degradados, transporta-me a um estado de espírito de ondas cinzentas. Contudo, depois, há Serralves, há a Casa da Musica, há o rio... E, o Porto volta a valer a pena...
Publicado por Valéria Mendez em abril 2, 2007 12:17 PM | TrackBackVejo que vive no Porto mas não O compreende.Eu que sou Portuense e não vivo no Porto, aconselho-a a ler Helder Pacheco, vai ver que passa a viver melhor.
Afixado por: Carlos Guimarães em abril 2, 2007 01:40 PMQuerida Valéria, estive no Porto de passagem o ano passado e sai de lá com a mesma sensação.
Um cinzento lacado que paira, mas logo á frente algo simples que esboça sorriso...
é a magia das cidades para quem a souber encontrar!
bjs
Afixado por: Egrégora em abril 4, 2007 03:00 AMPara se amar uma cidade, é preciso vivê-la e não apenas as coisas agradáveis fazem parte de uma cidade. Ao ser crítica, você demonstra capacidade de amar a "Cidade Invicta", basta que as circunstâncias sejam propícias.
Afixado por: Manoel Carlos em abril 4, 2007 04:04 PM