Nos anos oitenta, cantei pela primeira vez, em Jerusalem, este meu grito pela Palestina. Voltei a cantar este fado, nos anos noventa, em Portugal,França,Venezuela, Palestina e Israel. A ultima vez foi em 2005 no Libano: Palavras por mim sentidas, e que no plasma de legendas, assumiram outra importancia, assim traduzidas, para Árabe e Francês. Nessa altura, eu tinha força para lutar, tinha força para gritar, tinha força para atravessar o deserto do Negev e a fronteira da Jordania, para visitar um campo de refugiados palestiniano, e escutar o "chôro e pranto tão vermelho", daquela mulher vestida de negro, com o filho morto nos braços...Hoje só posso chorar...lamentar...e recordar tristemente que, depois dos esforços de Arafat, a Palestina continua a ser palco de tristeza, palco de ódios cada vez mais reacendidos.
AI PALESTINA (Musica e Letra- Valéria Mendez)
Intifada, pedra sangue
de menino a lutar
por Allah da Liberdade,
águias mortas de pesar
De Ramallah e Jenin
chôro e pranto tão vermelho,
sangue em rocha derramado,
Intifada feita Fado
Ai Palestina, "Phalestyn",
cola teu espelho quebrado,
grita, grita mais além
Palestina, "Phalestyn",
Terra de Jerusalém.