Quanta mais capacidade terá o povo libanês, de aturar os desmandos da politica externa dos Estados Unidos, e a irracional estratégia de defesa sionista, que não olha a meios para atingir os seus fins. E depois, os outros ( e alguns são-no) é que são os terroristas.
Conheço razoávelmente bem o Líbano, e custa-me ver (ouvir) a propaganda americana, descrever este país como um antro de terroristas fanáticos e assassinos. O país, que já nos anos setenta,era um oásis de liberdade e tolerância, interessado na Cultura e na Ciência, voltado para fora, e não virado para o seu próprio umbigo, não fôra ele o país árabe, que condecorou Amália Rodrigues, com a sua Ordem mais significativa: A Ordem Dos Cedros.
Em 2005, o Festival de Baalbeck, um dos mais conceituados a nível mundial, levou ao Líbano, algumas das maiores bandas de rock, nomes sonantes do Jazz, e no passado,já Sinatra, Marlene Dietrich, Edith Piaf, Ella Fitzgerald ou Amalia Rodrigues, ocuparam os cartazes principais do espaço do Templo de Jupiter, perpétuando para a memória, a universalidade do povo libanês.
E vêm agora, os americanos na sua propagandazinha mediocre, tentar tapar os olhos do mundo, fazendo-nos crer, que afinal, não foi assim tão mau, o poder sionista ter atacado o país dos cedros, pois afinal, não passam duns "talibans" de meia tigela...
Em 2004, neste mesmo blog, insuspeitando o futuro apresentei uns quantos retalhos deste Libano , mais uma vez maculado pela cegueira de Poder, dos tiranos deste mundo. Mas qual século XXI, qual carapuça. Devemos todos estar sonhando, e na verdade, vivemos todos ainda na pré- Revolução Francesa. Deve ser isso, Valéria....deve ser isso. Tu, é que pensas que já vives num mundo evoluído e racional...