O meu saudoso avô da Ponta do Pargo, e o meu também saudoso pai, que Deus os tenha em sua Santa Glória, e muitas outras pessoas da época, sempre contaram excitados, como quem conta algo de muito especial, guardado carinhosamente nas suas memórias, sem hipótese de olvido, aquele dia especial de 1950, em que Amália, pela primeira vez se apresentara na Madeira, para vários concertos- Um para o "povo" no Parque Natural da Cidade, outro no Teatro , outro para a "nata" madeirense, na Quinta da Vigia, na altura, sede do Casino da Madeira, antiga residência da Imperatriz D. Amélia, mais tarde sede do estabelecimento de ensino, onde leccionei durante largos anos - o Conservatório de Musica - e hoje, a residência oficial do Presidente do Governo Regional.
Narravam entusiasmados, que Amália, na força dos seus vinte e nove anos, cantou sem microfone, no Teatro Baltazar Dias. À actuação nos Jardins da Quinta da Vigia ( na altura o Parque Natural da Cidade, hoje, todo o perímetro que vai da Residência Oficial do Presidente do Governo, até à parte de baixo, do Parque de Santa Catarina ), conta-se que lá estavam mais de 4.000 pessoas.
E ainda mais marcante, a actuação imprevista de Amália, na varanda dum restaurante da rua Dr. Fernão de Ornelas, na altura, a maior rua da cidade, que se encontrava pejada de gente, só para ver a cara da Diva. Alguém "pôs a correr", que Amália lá se encontrava a almoçar, e pouco a pouco, a informação boca a boca, foi atraindo para a rua, milhares de madeirenses, que timidamente,chamavam por Amália. Foi então que, a Diva assomou à varanda, e da multidão, soaram vários pedidos, para que cantasse. Rezam as narrativas, de gente da época, onde se incluem o meu pai e o meu avô, que Amália, chamou os seus musicos, e , ali mesmo, dum balcão da Rua Dr. Fernão de Ornelas, cantou, igualmente sem microfone, durante mais de uma hora. Sem temer que o publico deixasse de acorrer ao grande concerto ao ar livre, que tinha marcado para o dia seguinte.
Contam os que lá estavam, que quem se encontrava mais distante, no fundo da rua, ouvia perfeitamente a voz possante e maravilhosa do Monstro da Canção Nacional.
E curiosa foi, a actuação da Diva, no Teatro, em que, vendidos todos os ingressos, exigiu ao empresário que deixasse entrar as pessoas que estavam na rua, e que não tinham conseguido adquirir o bilhete - em numero possível, para, em segurança, assistirem de pé, nas coxias do teatro, ao recital. Contam eles, que nunca o Teatro Madeirense terá tido tanta gente.
Retalhos duma carreira gloriosa, em que a Ilha da Madeira, também quiz participar, se bem que muito modestamente, a ver pelos grandes e numerosos momentos duma Amália, que cantou nos quatro cantos do mundo, sempre com um sucesso, que hoje, já pouco existe, nos artistas de craveira mundial, que arrastam multidões, mas não conseguem atingir o coração das gentes, o amor das pessoas.
Amália regressaria à Madeira mais vezes; inaugurou o Hotel Sheraton nos anos setenta, encheu o Estádio dos Barreiros, no início dos anos oitenta, galvanizou o publico, e entusiasmou a Imprensa madeirense, com o seu espectáculo fabuloso, no Centro de Congressos da Madeira, a convite da organização dos Festivais do Outono, no final da década de oitenta.
Lembro-me que, aquando da sua actuação no estádio de futebol, o movimento e a azáfama era tanta, como em dia de jogo do Marítimo. Fôra a primeira vez, que via a Amália, na minha terra. Já a conhecia. Já houvera assistido a concertos seus, em Itália e em França. Recordo com tanta ternura, que a Diva, deslocou-se para o ensaio de som, durante a tarde, a bordo do meu modesto VW Carocha, que eu tinha na altura, e que destoava tanto da sumptuosa entrada do Hotel Savoy, onde a cantora se hospedava. Houve até, da parte da organização um certo mal estar, pois tinham deixado um Mercedes à disposição da Diva. Eu, humildemente, até comentei com Amália, "gosto tanto que venha comigo, mas este meu carro, não está à sua altura". Amália, deu uma sonora gargalhada, tocou-me no braço, e ripostou : " Não diga disparates !"
Só sei que, esse VW Carocha, levou Amália no dia seguinte, a ver o pôr-do-sol no Pico do Areeiro, e tomamos chá tranquilamente, na Pousada , aquela que Paulo Portas decidiu mandar deitar abaixo, para colocar um radar. Lembro-me do casal holandês, que timidamente se acercou de nós, e disse-nos que, nunca tinham visto uma pessoa tão parecida com a "big star" Amália Rodrigues. Amália não me deixou responder, e disparou - " Oh I Know, everybody tells me that !" E não terminando por ali, ainda " teve a lata ", de perguntar aos turistas, se gostavam de Amália Rodrigues. " Oh we love her. We saw her yesterday, in the stadium. It was outstanding." Amália acrescentaria sorrindo - "I love her too, very much !". Fartámo-nos de rir, já dentro do carro, descendo o promontório, rumo ao Funchal. " Ainda bem que você não se desmanchou " - dizia-me a Mulher Portuguesa mais célebre do século XX, divertida, com a sua pequena traquinice.
A pousada ainda lá está. Ainda vou lá lanchar, às vezes. É um local mágico para mim. Não se vê nenhuma casa ao alcance da nossa vista. Só o céu, o mar ao longe, e o nevoeiro "rasteiro", qual algodão puro, abaixo de nós.
A Pousada , tem os dias contados. Estupidamente. Troca-se um ponto turístico, por um radar militar. São decisões destas, que me provocam asco. Repugnância. Por gente como Paulo Portas. Por gente que nos governa, sem que no entanto, tenham sido submetidos a uma eleição democrática. E nâo há ninguém que o demova. Nem as opiniões abalizadas de geógrafos, ecologistas, e técnicos de Turismo. E já ouve alguém, com propriedade, a referir-se ao perigo das radiações. Contudo, o Governo Central está irredutível. A Pousada vai abaixo.
Ainda bem que tive oportunidade de mostrar a Amália, um sítio onde o ar, é do mais puro que há. Ainda bem que Amália poude tomar chá comigo, na Pousada do Pico do Areeiro. Daqui a uns meses, isso seria impossivel...
..." E A MÁGOA JÁ NÃO É TANTA
SE A CONFESSAR À GUITARRA..."
Assim escreveu o Poeta Popular Amadeu do Vale, no seu " Fado Lisboeta ", musicado por Carlos Dias nos anos cinquenta, em que o Fado já voava para além da sua matriz tradicional, sem no entanto desvirtuar o estilo.
Amália Rodrigues interpretou. E o mítico guitarrista Jaime Santos, secundado, pela viola de acompanhamento, de Santos Moreira, acompanharam-na.
Ainda com a magia do passado, sem "melhoramentos técnicos", do som Mono da altura. Com a criatividade dum "fan" de Amália, originário de França, e que pretendeu fazer uma "leitura visual", deste Fado Lisboeta. Uma "pièce de résistance", daquilo que foi, o ponto de partida, para outros "voos" de Amália, noutras Lisboas de outras eras, mais próximas da minha geração.
Uma pequena achega, para a importancia de PAREDES no panorama artístico internacional.
Ouço a tua Guitarra.
Enquanto recordo o unico encontro que tive Contigo.
De regresso ao vosso excelso convívio, e com algumas "estórias" para contar, apraz-me no entanto recordar, neste mês ensolarado de Julho, a memória de Amália. Oficialmente, a Diva nasceu a 23 , data porém negada pela própria mãe de Amália, que dizia tê- La dado à luz , uns dias antes, não sabendo precisar quantos. Foi efectivamente a 23, que o pai de Amália, lá teve ocasião de a registar, e não se lembrando bem , da data do seu nascimento, deu a data do dia, do próprio registo. Coisas daqueles tempos...
A mãe de Amália, que tive o prazer de conhecer na década de oitenta, mulher forte e rude, de sabedoria proverbial, apenas se lembra que foi no tempo das cerejas, que pôs a menina Amália no mundo, que até era para ser Maria do Carmo. À ultima hora, ficou Amália. Insondáveis mistérios da numerologia, diria uma amiga minha do Brasil, fanática destas coisas da Sorte e do Destino. Amália, passou pois a comemorar os seus aniversários, no dia 1 de Julho para os amigos, e o dia 23, estaria sempre reservado, para um eventual encontro promovido por algum meio de comunicação social. Lembro-me , de um dia 23 de Julho, em finais dos anos oitenta, porventura 86 ou 87, em que subitamente, a casa de Amália, é invadida por uma equipe de televisão, dum canal japonês, que houvera vindo propositadamente a Lisboa, homenagear a Diva...
O dia 1, era contudo outra coisa. Era o dia escolhido por Amália, para ouvir cantar os parabéns, da parte do seu grupo mais restricto de amigos - os "Amalianos". Às vezes, era Amália, que abria as portas de sua casa, para receber-nos, outras porém, decidiamos "alugar" um restaurante, por uma noite, e lá jantávamos, cantávamos, bailávamos, por entre beijinhos e abraços, à nossa Amiga Maior. E de repente, levantava-se o David ( Mourão-Ferreira), e com distinção, brindava Amália, com a declamação dum poema. Maluda, sorrateiramente, metia debaixo da mesa um quadro de sua autoria, esperando a hora certa para oferecê-lo à Diva. O engenheiro Seabra, o marido de Amália, com o seu sotaque carioca, repentinamente, decidia animar a malta com o seu rosário de anedotas, com Amália, discretamente, a pedir-lhe que tivesse tento na língua, não fôra o marido lembrar-se, daquelas mais picantes...
Eu, humildemente, só podia oferecer a Amália, um "carregamento" de flores da Madeira. Ela ficava sempre encantada, como se de uma joia preciosa se tratasse. No dia seguinte, era ver o salão do 1º andar, do 193 da rua de S. Bento, cheio de estrelícias, rosas e sapatinhos, engalanados com coroas de Henrique, ombreando com o novo quadro de Maluda, já colocado estratégicamente, na parede, junto ao piano.
Foram momentos como esses, que me fizeram conhecer a verdadeira Amália, de natureza muito simples, afável, amiga do seu amigo, atenta, de conversa fácil e motivante, duma cultura excepcional, duma educação esmerada, e duma distinção de rainha.
Por vezes, quando admiramos uma figura publica, e depois a conhecemos um pouco melhor na intimidade, decepcionamo-nos um bocado. Com Amália, aconteceu-me o oposto. Se já a admirava, passei a ter por Ela, uma admiração maior. Se já gostava dela, passei a amá-La. Amar Amália, para mim, foi amar uma Obra de Arte. No fundo, foi um exercício final, de aprender a amar o meu País. A minha Cultura. A minha Essência. Basta dizer, que "conheci" emocionalmente, Camões, Bernardim, Régio ou O' Neil, pelas sábias "mãos" de Amália. Não precisarei acrescentar mais nada...
Hoje, passados quase cinco anos da sua morte física, Amália continua a ser "festejada". Há sempre alguém que se lembra dela,e que faz questão de celebrá- La. No passado dia 15, em Itália, uma artista de prestígio, prestou-lhe uma sentida homenagem. E milhares de fans em todo o mundo, exprimem,a seu modo, a sua admiração e carinho pela Voz Portuguesa do Século XX. Tal como, esta romena, que construiu um site, em homenagem à Diva , ou ainda, a "estória" de Bruno de Almeida, um jovem talentoso, que realizou quatro filmes sobre Amália, e que declara ter-se por Ela " apaixonado", num concerto, em Nova Iorque.
Gente que, tal como eu, sabe que Amália, perdurará no tempo. Gente que, tal como eu, sabe agradecer-Lhe , por ter existido. Por nos ter a nós todos, na Sua Voz.
Nos próximos dias, estarei ausente do País. Por isso, a caixa dos comentários estará encerrada. As razões são, infelizmente, as óbvias. Agradeço, muito sentidamente aos meus amigos da Blogoesfera, que, fielmente,e simpáticamente, têm seguido as minhas crónicas, e expressado as suas opiniões, feito observações, ou simplesmente enviado um abraço. A todos vós, o meu sentido obrigada.
Regressarei, e as crónicas voltarão, a este mui humilde cantinho. Por certo, voltarei a interromper, outra vez por mais uns dias, a assiduidade dos meus escritos. Esta época do ano, é a época em que os artistas, uns mais, outros menos, são chamados a "mostrar" a sua Arte.
Daqui a algumas horas, estarei de novo, nestas paragens.
Até breve, se Deus quizer...
João Morgado, deputado da bancada parlamentar do CDS, no debate sobre a legalização do aborto, no dia 3 de Abril de 1982, afirmou publicamente que o "acto sexual é para ter filhos".
NATÁLIA CORREIA, que tive o soberano prazer de encontrar nalgumas " noites de tertulia ", em casa de Amália Rodrigues, respondeu logo, em plena Assembleia, com este poema, fazendo rir, todas as bancadas parlamentares. Um momento delicioso e hilariante.
Eis o poema:
Titulo: " 'O acto sexual é para ter filhos'-diz ele "
JÁ QUE O COITO - DIZ MORGADO -
TEM COMO FIM CRISTALINO
PRECISO E IMACULADO
FAZER MENINA OU MENINO;
E CADA VEZ QUE O VARÃO
SEXUAL PETISCO MANDUCA,
TEMOS NA PROCRIAÇÃO
PROVA DE QUE HOUVE, TRUCA-TRUCA.
SENDO PAI DE UM SÓ REBENTO,
LÓGICA É A CONCLUSÃO
DE QUE O VIRIL INSTRUMENTO
SÓ USOU - PARCA RAÇÃO ! -
UMA VEZ. E SE A FUNÇÃO
FAZ O ORGÃO - DIZ O DITADO,
CONSUMADA ESSA EXCEPÇÃO,
FICOU CAPADO, O MORGADO !
NATÁLIA CORREIA
Salvo honrosas excepções, o Fado Pós - Amaliano, teve fraca representação, até hoje. Repete-se exaustivamente, o reportório de Amália Rodrigues, desde os primeiros êxitos, até aos mais recentes. É vermos, as novas fadistas, a debitarem o "Barco Negro", o "Povo que lavas no rio", o "Lágrima", e mais uma centena de hits Amalianos, uns mais internacionais, outros que, grangearam mais sucesso, cá dentro. É um rodopio de "covers", em discos e concertos,uns mais bem conseguidos, do que outros, mas sempre apresentados, adentro da mesma fórmula, sem a preocupação de inovar, ou de sequer, dar um cariz pessoal à recriação. É claro que, há excepções, e Dulce Pontes, é uma delas, que recriando temas de Amália, soube no entanto, emprestar-lhe um cunho pessoal, quer a nível da interpretação, quer ao nível da orquestração. Ainda com Amália no activo, e Soberana, encontrei, entre muito poucas, uma verdadeira recriação, com imenso valor artístico, por apresentar um novo caminho, sem desrespeitar no entanto a essência - Falo do "Povo que lavas no rio", de António Variações. Um exemplo.
Na actualidade, com excepção para Mafalda Arnaut,com um só disco de originais no activo, existe uma unica fadista, que grangeou o respeito, e a atenção do publico nacional e estrangeiro, com um reportório, completamente novo, tambem preocupado na preservação do Fado Raiz, mas sem recorrer à "facilidade", de enfrentar uma Sala em Paris, em Londres,ou em Lisboa, com os recantados temas amalianos, que por si só, já representam meio caminho andado, para um sucesso assinalável. Essa Fadista, de que vos falo, tanto gravou albuns com fados clássicos, mas adaptados a novos poemas, de qualidade indiscutível, de nomes, que vão de Saramago a Natália Correia, passando por Sophia de Mello Breyner, ou Agustina Bessa-Luís.
Retomou assim, a tradição fadista, de criar um reportório tradicional, mas inédito, e por consequente, imune a possíveis viciozinhos de imitação, que estragam todo e qualquer trecho, por muita qualidade poética e musical que possua. Essa Fadista, retomou também, o caminho do Fado Musicado, foi buscar compositores, ou serviu-se de musicas já existentes, mas nunca emparelhadas a nenhum poema. Criou algo de novo. E recebeu, prémios importantíssimos, a nível internacional, um dos quais, o mesmo com que Amália Rodrigues foi agraciada, o "Grand Prix des Arts et des Lettres" de França. Publicos tão diversos, quanto os holandeses, os japoneses ou os franceses, reconhecem nela o Fado, mas um Fado com cariz próprio, com um caminho defenido, sem as torpes imitações de Amália, ou o constante desfiar dos seus êxitos. Falo-vos de MÍSIA - Uma Fadista com Personalidade, com muita qualidade, e sobretudo, com a preocupação de vencer por si própria, criando um estilo, um caminho, coisa que só é possível, quando se possui talento - Uma Fadista de Culto, uma vedeta com substância, que possui milhares de fans em todo o mundo, e que reconhecem nela o Fado, na sua continuidade, e não um Fado, forçosamente inferior, pelas inevitáveis comparações. É evidente que, toda a gente, preferiria ter um Van Gogh verdadeiro, a uma imitação, ou cópia. MÍSIA, não corre esse risco. Construiu o seu proprio reportório, o seu próprio caminho... Para ela, os meus respeitos. E os meus agradecimentos. É com artistas como ela, que o Fado continuará a fazer parte da Cultura Viva do nosso país.
Há sempre um Português, ou um luso-descendente, em cada canto do mundo, que por uma razão ou outra, enobrecem o sangue lusitano. Há uns mais reconhecidos do que outros, e há aqueles, que o são, no seu país de acolhimento, e nem sequer conhecidos são, no seu próprio país.
Falo-vos hoje, duma grande vedeta, na Bélgica e em França, artista de reconhecidos méritos na Europa, pouco conhecida, e nada celebrada no seu país de origem. Talvez, pelo facto de haver saído de Mangualde, aos seis anos, em direcção à Bélgica, onde os seus pais, procuraram, um mais consistente meio de vida.
Torna-se pois, cantora ,no seu país de acolhimento, gravando o seu primeiro single, nos anos oitenta. É disputada pelos canais de Televisão da Bélgica e de França, continua a gravar, e a efectuar concertos, em todas as cidades francófonas da Europa. Chega a deslocar-se ao Canadá, e à Tunisia. O cinema, abre-lhe as portas, com uma participação no filme de Didier Hardepin, "Elsa, Elsa". Mais tarde, Claude Lelouche, "descobre-a", e contracena com Jean Paul Belmondo. Grava um disco, só com poemas de Jacques Prévert, no ano 2000, e recebe da Crítica especializada, os maiores elogios. Entra várias vezes no Top Francês, Belga, Suiço, Luxemburguês e Monegasco, tornando-se numa cantora de culto. Faz sempre questão, de falar à Imprensa, que nasceu em Portugal, no ano de 1962. Apresentou-se no Olympia de Paris, sempre com grande sucesso. É uma artista irreverente, amante da Poesia, e a sua musica, possui uma originalidade propria, de quem não se sente obrigada, a seguir caminhos já trilhados - É uma criadora. A primeira vez que a vi, foi no longinquo ano de 89, na temporada de Amália Rodrigues, no Olympia de Paris. Ela fez questão de cumprimentar Amália, no final do concerto. Mais tarde, teria a oportunidade, de a ver actuar ao vivo, no Théâtre des Champs Elysées, na capital francesa. A ultima vez que a vi, foi na cidade de Nice, na "Côte d' Azur" . Foram momentos de grande qualidade artística. Faz-me pena, que Portugal não a conheça. Falo de, Wanda Maria Ribeiro Furtado Tavares. Muitíssimo mais conhecida, simplesmente , por ... LIO.