janeiro 29, 2004

Uma Análise Antropológica. Tema: Puromancia

Para além de ter tido uma cadeira de Antropologia Cultural ,que me despertou definitivamente para o assunto,as minhas frequentes viagens à Venezuela ,e o meu profundo interesse pelas tradições dos Povos,fizeram-me entrar em contacto, com a sua cultura e tradições étnico-religiosas. A PUROMANCIA , é uma delas. O tabaco, planta sagrada para o Indio, começou por ser utilizado como auxiliar de rituais, que visavam o "transe" dos xamãs em que, folhas enroladas de tabaco, eram fumadas,acompanhadas de "mantras",propiciavam o "contacto" com os deuses e os mortos. D. Bartolomeu de las Casas, bispo de Chiapas, no México, escrevia em 1527: "...Os Indios têm uma erva, de que aspiram a fumaça com prazer,cantam sons repetitivos,e adoptam uma pose de adoração à Natureza,ao Sol e à Lua.Esta erva é enrolada,e eles acendem dum lado,e chupam pela outra extremidade a fumaça, esses `tabagos` ou `cangueras`conforme eles lhes chamam,fazem parte integrante da vida da tribo,que se reune para fumá-los, quase com a mesma deferência com que os católicos se reunem nas igrejas." Foram aliás essas "cangueras" ou "tabagos"- charutos gigantes, que Colombo viu nas canoas ameríndias de Cuba,e que os marinheiros de suas naus, que haviam descido à terra, pensaram fossem archotes. Dessa tradição milenar, chega até hoje o uso dos charutos nos rituais do Catimbó e da Umbanda do Brasil,como agente "defumador" e propiciativo à actividade dos mediuns dos" terreiros". A PUROMANCIA, ou seja,a leitura esotérica e adivinhatória do charuto, tem grande tradição na Venezuela e em Cuba,mas também na Colombia e Bolívia,embora com menor incidência nestes dois ultimos países, em que, pessoas versadas na "Leitura" do tabaco, orientam e prevêm o futuro, traduzem as mensagens da sua cinza, conforme esta se apresente mais ou menos clara, interpretando figuras,traços, dezenas de códigos visuais que são "lidos" pelos entendidos. O tabaco também tem suas orações, seus conjuros, e não se trata apenas de mais uma Arte adivinhatória. É uma Arte Esotérica actuante, em que o praticante invoca entidades da "Côrte India", conjurando-as, para que determinados problemas da vida do consulente sejam resolvidos,de acordo com o merecimento kármico do individuo. Na Venezuela,a entidade máxima da Linha do Tabaco Esotérico é a "Reina Maria Lionza", uma India célebre, cuja memória é perpétuada em Caracas e noutras cidades venezuelanas, com estátuas em jardins e praças publicas. Junto a Maria Lionza, encontram-se sempre seus ajudantes espirituais, o Indio Guaicaipuro, cacique guerreiro de Los Teques, morto heroicamente em 1568, chefiando um grupo de grandes caciques,como Naiguatá,Chacao,Baruta e Tamanaco.O outro acompanhante espiritual da India é o Negro Felipe, poderoso xamã, conhecedor da Feitiçaria e do segredo das plantas. Eles constituem as Três Potências, sempre invocadas nos "trabalhos" ritualísticos, em que o charuto é peça fundamental. São figuras tão marcadamente presentes na cultura venezuelana, que hoje em dia, é possivel vermos atribuidos os seus nomes a mercados,avenidas, praças e até distritos. Para aqueles que já passaram por Caracas, quem não conhecerá Chacao, municipio que ficou célebre pela alta segurança de seus habitantes, fomentada pela Polícia Municipal da Presidente Irene Saenz, ex- Miss Mundo, e também antiga candidata às Presidenciais da Venezuela, nos anos noventa. Quem já não comprou algo no mercado Guaicaipuro, quem não conhecerá o Hotel mais luxuoso da capital bolivariana, o Tamanaco Hotel, onde eu própria já tive oportunidade de fazer três concertos. O uso esotérico dos charutos, motivou da parte da Industria ,uma atenção especial,e neste país, as fábricas de tabaco produzem charutos especiais, exclusivamente para uso esotérico, vendidos em caixas de cinquenta unidades, confeccionados à mão, com folhas de tabaco colhidas a determinadas luas, segundo a tradição india. Tal como aconteceu com o Candomblé ou a Umbanda brasileiras, esta forma de "Santeria", sincretizou-se com a religião católica imposta pelos colonizadores. Por isso, ainda hoje, é normal vermos em qualquer casa da Venezuela,e até nalgumas casas de emigrantes lusos na Venezuela, um recanto, onde lado a lado com a Virgem de Fátima ou Santa Bárbara, vemos pequenas estatuetas de Maria Lionza e outros ícones indios, com suas oferendas à frente,incluindo o charuto que é oferecido e fumado aos Espiritos para alívio do sofrimento e dos problemas humanos. (Sobre Maria Lionza, queira ainda ler minhas crónicas "La Bruja Mayor" de 19 de Setembro , e " Venezuela llanera" de 17 de Janeiro)

Publicado por Valéria Mendez em 03:33 AM | Comentários (4)

janeiro 28, 2004

Eu,as Editoras, e... a minha frustração...

As minhas Crónicas nesta página, têm suscitado algumas questões postas muito amávelmente, por muitos camaradas bloguistas, ou por simples leitores mais ou menos assíduos, que por e-mail ou até mesmo em comentários, no final dos meus textos,me interrogam sobre possíveis edições discográficas ,e ainda sobre os locais onde poderiam eventualmente conhecer-me em termos artísticos. A nível de espectáculos, sempre vou fazendo um ou outro, quer no meu País, quer em terras de além-mar. Existem, graças a Deus,algumas entidades promotoras desses eventos, que me conhecem e se lembram de mim. De vez em quando, lá vou eu a Paris ou a Nice,a Perugia ou a Florença, a Caracas ou a Lisboa, tendo na mala, apenas o reportório em que acredito,e que me dá gozo partilhar. Até algumas Televisões, caso da Sic ou da RTP-Madeira, endereçam-me alguns convites, que aceito de muito bom agrado.No ano transacto, apareci no HermanSic (LEIA P.F. a minha Crónica-"Ser ou não ser uma loura de arrasar",de 18 de Setembro),e o talk-show da mesma estação,"Às 2 por 3", deu-me a honra, de poder interpretar dois temas do meu reportório,para além de me conceder uma entrevista de fundo,sobre o meu percurso de vida. A RTP-Madeira,de quando em vez, sempre me vai chamando para um ou outro raro evento,até porque a produção regional não é muito numerosa. A minha carreira resume-se a isto. Alguns Hoteis,de tanto em tanto,lembram-se que eu existo,e lá vou eu toda feliz, "cantar ao Fado",para os nossos turistas, que sempre me receberam com muito interesse e entusiamo. Em relação aos discos,ferramenta essencial para um artista, a frustração invade-me ainda mais,e não fora amar demasiado os nossos poetas,a nossa musica, já teria sem duvida desistido de tudo.No inicio da minha carreira, gravei um "Vinil",com um poema inédito de David Mourão-Ferreira, que me foi oferecido pelo próprio,numa das noites memoráveis em casa de Amália,para além doutros trechos do meu reportório de então. O disco até vendeu bem,especialmente na Venezuela, porque incluia um tema ,da autoria dum poeta popular madeirense,cujo contéudo recordava algumas tradições étnico-religiosas da Madeira, como o Arraial de Nossa Senhora do Monte, ou as Festas de São Martinho. Recorde-se que, a Venezuela é o país que maior numero de emigrantes madeirenses possui.Dizem as estatisticas que nos anos Noventa,a população madeirense e descendente de madeirenses,era igual à densidade demográfica da própria Ilha. Daí para cá, nunca mais tive nenhum disco editado. Tenho gravado muitos trechos do meu reportório em estudio, tenho material pronto para dois ou três discos ( Matrizes ou Masters),e tenho batido em algumas portas. A resposta,invariável, é de que "não sou comercial". Houve uma editora de Lisboa, que me propôs gravar umas coisas tipo "Afinal havia outra"(sem desmérito para a colega em questão). Não me senti motivada para esse tipo de reportório,e sentir-me-ia ainda mais frustrada se o fizesse.Se me identificasse com o "estilo",não teria pejo em o fazer.Mas, feliz ou infelizmente não concebo a venda da minha alma,por uma qualquer edição,mesmo que me valesse um disco de prata ou de ouro. Por isso, nos entremeios desta minha "estranha" carreira, dei aulas no Conservatório de Musica da Madeira,em vários Institutos de Linguas,e até mesmo numa Escola Secundária. Até os artistas precisam de comer... Contudo, até gostei imenso de ensinar. Sobretudo no Conservatório.Enfim...Paga-se,por vezes algum preço, não nos desviarmos dos nossos ideais. E aqui estou, a terminar os meus 39 anos de idade,à beirinha dos temíveis quarenta.À mercê do destino, à mercê do meu Fado...

Publicado por Valéria Mendez em 02:55 AM | Comentários (9)

janeiro 27, 2004

Um Fado de minha autoria : Ai Palestina

O "site" void.weblog.com.pt teve a gentileza de pedir-me uma pequena contribuição. Decidi colaborar, com uma letra para Fado,de minha autoria, musicado por Carlos Gonçalves, ex-guitarrista de Amália Rodrigues,e compositor de muitos sucessos da Diva, donde destaco "Lágrima", com poema da própria Amália.À Sandra de void.weblog.com.pt e às pessoas que comentaram o meu trabalho, o meu sincero obrigado. O Artista só existe, se existirem aqueles que fazem o favor de os conhecer.

Publicado por Valéria Mendez em 01:46 AM | Comentários (4)

janeiro 22, 2004

Publicado por Valéria Mendez em 04:43 AM | Comentários (2)

janeiro 21, 2004

Serei tudo o que disserem...Poeta Castrado, Não! (Ary dos Santos)

(DESABAFO) Haverão poucos poetas,que expressem da forma mais fiel e sentida,o valor da Liberdade. Há sempre um preço a pagar pela Liberdade,pelo dizer o que nos vai na nossa alma,por interferirmos nos meandros das "intelligentsias",que ciclicamente tentam apoderar-se da essência da alma humana,distorcendo-a,espezinhando-a,retorcendo-a,com intuitos de aproveitamento,de mesquinhez, de alimentar preconceitos que servem a um "formato" qualquer,enfim, de coartar o livre pensamento. Quem possui a Força e o Talento dum Ary, dum Manuel Alegre ou dum Moustaki, resiste...e continua. Quem ,como eu, apenas se recusa tornar num produto de propaganda,sem direito a questionar, nem a contra-argumentar, é-lhe retirado o direito ao trabalho. No meu caso...o meu direito a cantar. Nesta terra rodeada do mar dos Navegantes,do mar das partidas,dos chôros e da solidão,mas também, do mar das chegadas,dos abraços e das gargalhadas da mais pura alegria,continuarei,e...serei tudo o que quizerem...ARTISTA CASTRADA NÃO!

Publicado por Valéria Mendez em 03:06 AM | Comentários (2)

janeiro 17, 2004

Uma Noite com os "Llaneros"

Haviamos jantado ao ar livre,um "asado", numa propriedade agrícola, pertencente a luso-descendentes, na zona "llanera" da Venezuela profunda. O verde era transbordante. A abundância da Terra era paradisíaca. Durante o dia,o gado abundante era acompanhado pelos "llaneros" a cavalo. Aqui e ali,um ou outro, descansava numa rede amarrada entre duas árvores. Chapéus de abas largas, botas de vaqueiro, conversa fácil e franca. São estes, os herois dos "Llanos". A produção de gado, continua a ser um bom negócio. E o país, é auto-suficiente nessa matéria. Acabado o "asado", todos se reuniram à volta dum tocador de harpa. Alguns levantam-se e bailam o "Joropo", uma dança folclórica, com seus passos extravagantes, quase circenses. Só quem está bem ginasticado, consegue bailar o "Joropo". E o "llanero" orgulha-se da sua destreza. Medo, é palavra que desconhece. O Lugo, jovem "llanero", que toda a vida montou a cavalo, explica-me: " Aqui só temos medo dos jaguares e dos morcegos. São uma praga para o gado." A sua tez ,dum bronze de cair pr`ó lado, o seu farto cabelo preto repartido ao meio, e o seu olhar franco, contribuiam ainda mais, para a magia do momento.Ele era feliz. Via-o nos seus olhos.E afinal,adentro dos nossos padrões,possuia tão pouco. De repente disse-me: "Te voy a cantar una cancion llanera". Amaldiçoei-me, por não ter ali à mão, um gravador. A voz do jovem "llanero", ecoava por cima da harpa. Os presentes, cantavam e batiam palmas. Outros bailavam. "Ay mi vigoroso cacique/ Oye mis suplicas y lleva/ a mi Diosa Maria/ Mis deseos y mi reza...". Garanto-vos que foi um momento de Alta Musica, que meteria muito artista profissional num chinelo. Aquele foi um momento de verdadeira "World Music". Fantástico. Sublime...Subitamente, olhei as estrelas,a luz da lua recortava formas insuspeitas no horizonte,a voz do "llanero" misturava-se com o infinito. Era tudo tão perfeito. Divino. Irreal.

Publicado por Valéria Mendez em 03:37 AM | Comentários (4)

No coração duma Venezuela "llanera"

Uns dias sem fazer nada,tendo como cenário um planalto tropical,na cordilheira da serra de Merida,um prolongamento geológico da cordilheira dos Andes, era desde há muito,um projecto e uma promessa. Deus,às vezes, é muito bom comigo. E Ele, transformou esse desejo em realidade. Visitar Caracas, faz há já longos anos, parte do meu percurso de vida. Estar em Caracas e avançar na "autopista" até Barquisimeto,e depois subir até Mérida, é uma aventura. Algo fantástico. Uma inspiração para qualquer antropólogo que se preze. Um regalo para o turista menos ortodoxo, mais interessado na vida real das gentes. A Cordilheira de Merida dispõe-se obliquamente no noroeste venezuelano,e são deliciosas as pequenas aldeias Indias, situadas nos contrafortes das montanhas, rodeadas de colinas e vales muito férteis. Tudo cultivado. Bonito de se ver. É o Oeste bravio da Venezuela,onde os "llaneros"(vaqueiros) guardam o gado nas planícies. Os "Llanos" (planícies) estendem-se desde o norte até à selva amazónica meridional. A densidade populacional vai descendo à medida que nos dirigimos para sul. Estamos na terra de Maria Lionza, a India que se transformou em divindade. Foi de tal forma forte, a implantação do seu culto, que ainda hoje é praticado lado a lado com o catolicismo,sem que um diminua o outro. Em muitas casas há um recanto,onde se ergue um altar,onde dominam lado a lado ,as figuras de Nossa Senhora, Jesus e ...Maria Lionza. Frente a Ela,as velas ,as frutas, as bebidas e os charutos ,são as oferendas à Deusa. (Leia a minha crónica "La Bruja Mayor"-19 de Setembro). Aqui no Oeste Venezuelano são claras as origens daquele povo. Não exclusivamente uma mistura entre Indios e Europeus,mas também uma ascendência Africana. Na era colonial,os traficantes de escravos trouxeram os negros, para trocá-los por café e tabaco. Hoje,a Venezuela é o produto desse "melting pot", um cadinho étnico especial que resistiu aos salteadores europeus que buscavam o ouro,e já no século XX, os "gringos" que vieram explorar o petróleo,uma fonte importantíssima para o país, que durante décadas foi "roubado" pelas multinacionais americanas, que compraram a consciencia dos sucessivos governos da Republica. Com Hugo Chavez Frias, tudo mudou. Foi o primeiro governo, a dizer um não redondo ao imperialismo americano. Por isso mesmo, a sociedade mais "americanizada",constítuida pelos grandes capitalistas,e uma classe alta habituada a um estilo de vida verdadeiramente desproporcional à realidade vivida pelo povo, fomenta todo o tipo de manifestações discordantes,com o apoio incondicional da CIA. O povo,esse, não vê em Chavez Frias, o ditador que George Bush insinuou recentemente. O povo vê ,os médicos que lhes entraram pelo "rancho" dentro para tratar das suas maleitas,vê as Escolas para crianças e adultos que se multiplicaram às centenas nas periferias das grandes cidades,vê os subsidios a fundo perdido dado aos agricultores de todo o país para que se modernizem,comprem tractores,alfaias agrícolas,etc, vê a protecção que o governo dá aos produtos nacionais,e finalmente também vê serem implementados os deveres do cidadão,como o de pagar impostos. Isso foi a gota d`água. Movimentou-se logo uma forte oposição, liderada, claro está, pelo grande capital. Apelidar-me-ão alguns conterrâneos meus, de "Chavista". Garanto-lhes redondamente que não. O que transmiti nestas linhas, foram constatações. Vistas e relatadas in loco. Nada mais.

Publicado por Valéria Mendez em 03:02 AM | Comentários (1)

janeiro 16, 2004

De regresso...

De regresso dumas férias repousadas por terras sul-americanas,encontrei de novo os meus amigos da net, fiquei encantada com o numero de mensagens,inquirindo um "...Que é feito de si?",e subitamente, minha alma fez-me sentir de novo, a alegria que é saber-nos acompanhada,mesmo que à distância. Estas novas tecnologias ,deveriam mesmo servir também para isso: Aproximar o ser humano. Estou soberanamente agradecida a todos quantos se dão ao trabalho de ler as minhas crónicas.Amanhã mesmo surgirão outras,sempre fruto das minhas vivências e dos meus pensamentos. Regressei a este meu País,e deparei-me também com esse sentimento de tristeza que inunda a nossa alma colectiva.Portugal não está a passar por um bom momento.É a crise económica, a falta de auto-estima...e agora mais uma nova triste "saga" nos Açores. É verdade que todos esses abusos às nossas crianças devem ser reprimidos e punidos. Que não o sejam à custa da "falsa " justiça,para "inglês ver".Que se faça justiça e depressa,para ver se Portugal retoma a sua energia e a sua alegria de viver.Que sejam punidos de igual forma,e com a mesma dureza, todos quantos oportunisticamente,por vingançazinhas pessoais ou "brincadeira de mau gosto", envolvem figuras incontornáveis como Sua Excia o Presidente da Republica,num lamaçal ignóbil e abjecto.Termino porém com um grito: Que Justiça é esta, que tem a coragem de colocar apenso a processos de tamanha importância,uma carta anónima?

Publicado por Valéria Mendez em 06:06 PM | Comentários (2)

janeiro 01, 2004

Neste Primeiro dia do resto do Novo Ano...

Detesto o Natal.Não pelas suas conotações religiosas,mas pelo que Ele se tornou: uma época de brilhos consumistas, de falsas solidariedades e de inexistentes verdades humanas. Por isso,não vos desejei ( a todos os que se dão ao trabalho de me aturar!) um Feliz Natal. Seria muito redutor. E eu não sou um ser redutor.Gosto de abrangências.Por isso, neste primeiro dia do resto do Ano Novo, venho,isso sim, desejar a todos quantos fazem o favor de me ler, um Ano pleno de Verdade, de Realizações,de Paz , de Prosperidade e de muita Saúde. Que a Energia Cósmica Vos cumule de Força,de Tranquilidade e de Efectivações dos mais profundos desejos intimos. Ah...e já agora peço-vos que continuais a fazer-me companhia.Por uma unica razão: É tão bom sentirmo-nos acompanhados.Afinal, a vida são dois dias,e o que daqui levamos são os laços que efectivamos. Sejam eles quais forem. Para todos , Um Ano de Arrasar!!!

Publicado por Valéria Mendez em 06:00 PM | Comentários (9)