junho 26, 2005

FADO e WORLD MUSIC ou OS TEMPOS DO 'FAST FOOD' CHEGARAM AO FADO

" Na edição de Julho da 'Uncut', Garth Cartwright, inicia assim a crítica a 'Transparente' de Mariza: ' After Mourinho, Mariza is currently Portugal's most famous export'...
Porque parece começar a instalar-se a perigosa ideia de que, se a internacionalização da musica ( e dos musicos) portugueses é para levar a sério, existe uma e só uma possibilidade: apostar tudo no fado, vender os velhos mitos e lendas devidamente 'modernizados'( tal como Mourinho já sabe comer de faca e garfo e Fátima está disponível em DVD) e, no interior dos circuitos internacionais da 'world music', conquistar meia duzia de praças fortes onde, em puro reflexo condicionado, uma vez 'pronunciada a palavra 'fado', a resposta seria, invariavelmente, 'compro'. Convém porém recordar que, desde que, numa noite de Verão de 87, no Empress of Russia (um pub do norte de Londres), cerca de três dezenas de representantes de editoras independentes, promotores de concertos e jornalistas inventaram a designação de 'world music', se esta ganhou, sem dúvida,uma notoriedade que, antes, não tinha, tudo se processou, inevitávelmente, segundo as mais estritas regras da eleição da 'playmate do mês': em Janeiro, descobrem-se vozes bulgaras,em Fevereiro, os reformados e pensionistas cubanos,em Março, Cesária Evora, em Abril, a folk escandinava, em Maio, o canto gutural de Tuva, em Junho, os sufis do Paquistão, em Julho, as polifonias corsas e por aí adiante, de 'centerfold' em 'centerfold'.
... Claro que em Agosto, já poucos se recordarão da Miss Janeiro...O fado deve ter sido, para aí, a Miss Novembro. À qual, assim que que os canais de divulgação ficarem entupidos e sobrecarregados, estará reservado o mesmo destino (o que, diga-se, é muito fadista) das colegas dos meses anteriores..."

JOÃO LISBOA, in EXPRESSO
(25 de Junho de 2005)

Se em parte, o conceito de 'World Music ', beneficiou a consciencialização da importância da musica étnica, veio por outro lado desvirtuá-la, em termos de qualidade. Se dantes, os grandes nomes da Musica Popular ou Tradicional, venciam pelo seu nome, sem necessitar do apoio do marketing duma específica 'definição' musical, hoje metem-se no mesmo saco, a irrepreensível verdade duma Fairouz, e... a mentira de plástico duma Mariza. A primeira, é uma vedeta libanesa, estrela do mundo árabe, e a segunda, uma das muitas jovens fadistas da 'escola amaliana', que sonharam com a internacionalização, sem no entanto, haveram tido a preocupação da originalidade( a não ser pelo corte de cabelo e pelos vestidos do João Rôlo!).
Senão vejamos. Diz JOÃO LISBOA, do Expresso, que os velhos mitos são vendidos "...devidamente modernizados..." Ora, se ligarmos esta 'constatação' de JOÃO LISBOA, ao reportório que Mariza utilizou nos seus três discos, e à forma como o apresentou em termos orquestracionais, interpretativos e cénicos, verificamos que afinal, o que Mariza propôs aos 'clientes' da 'world music', não foi mais que uma sucessiva série de 'covers' de Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, e de tantos outros fadistas tradicionais de nome firmado no exclusivo meio do Fado de Lisboa. Com a agravante de, nem sequer mencionar no 'libretto' ou nos seus concertos, a origem de tais criações,levando os incautos jornalistas estrangeiros a pensar que se trata dum fado renovado, dum fado novo, original e continuador da essência. Para o que contribui Morelembaum, o produtor brasileiro, que orquestrou 'Transparente', usando uma fórmula que Amália nos anos 60 utilizou. (Ouça-se o album de Amália, "Sur un air de guitare", editado em França). É evidente que Mariza, poderá ser acusada de tudo, menos de estupida : Ela, cautelosamente, não incluíu nos seus discos os 'standards' mundiais de Amália; estes seriam logo reconhecidos. Foi à procura dum fado 'Primavera', de David Mourão Ferreira e Pedro Rodrigues, cuja ultima versão data de 1971, dum 'Sr Vinho' de Alberto Janes, de 1973,dum "Medo" de Reinaldo Ferreira, de 1966, etc, temas esses presentes na memória colectiva dos Portugueses, mas completamente esquecidos ou ignorados pelo publico duma Inglaterra ou duma Holanda. E mesmo quando, ao vivo, Mariza atreve-se a cantar um 'standard' de Amália - um 'Barco Negro', um 'Estranha forma de vida', ou um 'Povo que lavas no rio', nem sequer tem, a ombridade de referir, que se trata dum êxito de Amália. Desse modo, sair-lhe-ia airosa a proeza, transformando o seu 'cover' num tributo.É o que fazem, os cantores franceses em relação ao reportório de Edith Piaf, e os americanos, em relação a uma Ella ou a um Sinatra. Foi o que fez, por exemplo, Dulce Pontes, quando gravou inumeros temas de Amália, havendo tido porém, a preocupação de lhes dar um novo caminho, uma nova fórmula interpretativa, sempre com um cunho de homenagem. Ouvir Dulce Pontes cantar 'Povo que lavas no rio' e ouvir Mariza cantar "Barco Negro', é forçosamente, entrar em dois mundos completamente diferentes: o primeiro, é apresentado como versão alternativa, criativa e portanto inovadora ( António Variações já tinha feito o mesmo há mais de vinte anos!), com uma orquestração radicalmente oposta à de Amália, e uma interpretação que em nada tem que ver com a melismática amaliana; e o segundo, até nas pausas, para não falar da orquestração e das harmonias, é uma cópia de Amália, com um unico e fortíssimo senão : Amália tinha uma grande voz, aliada a uma inteligência interpretativa de excepção, e Mariza apenas possui uma voz potente, todavia sem côr. Sem conteúdos interpretativos. E, como é natural, qualquer entendido prefere ter na parede um Van Gogh verdadeiro, do que uma reles cópia comprada na loja dos trezentos. Na contracapa do album de Amália "Encontro"(1972), disco em que Amália convida o saxofonista americano Don Byas, para um improviso sobre as melodias dos fados clássicos, o maestro António Vitorino d'Almeida, resume magistralmente, o fenómeno : "Querer imitá-la ( a Amália ) é grotesco : O homem que imita as ondas, dá cambalhotas". E cambalhotas mil daria Mariza, não fôra o 'back up' e o marketing de excepção que a jovem fadista conseguiu obter, a custo dessa tal invenção 'fabricada' no pub londrino 'Empress of Russia', por um grupo de gente interessada unica e exclusivamente no 'money making', em detrimento da qualidade a que, a musica tradicional dos vários povos do planeta, merece.
Dantes, haviam vozes e talentos de excepção que valiam apenas e exclusivamente pela qualidade do seu trabalho: o publico ia ver um concerto da Amália Rodrigues ( que por acaso até canta fado, entre outras coisas...), de Lola Flores ( que por acaso canta flamenco, mas é sobretudo aquela Voz que dá pelo nome de Lola Flores...), de Frank Sinatra ( que é 'the voice' e canta jazz, alguns blues e canções com o seu cunho proprio...), de Tom Jobim (porque é o Tom Jobim, e não porque o samba é o seu 'instrumento'...), etc, etc. Hoje, é proposto ao publico, que se vá a um concerto 'World Music', de flamenco, de bossa nova,... de fado, e neste caso, cantado por Mariza...e via discorrendo.
Tudo em nome do bendito 'money'...Sem 'inputs' culturais, e muitas vezes, com a ausência da ética, essa 'passadista' preocupação, tão fora de moda.
São os tempos da Era do Marketing, os tempos da 'fast food', em que não se sabe o que se come, e tudo é feito para dar prazer imediato. É a era da comida de plástico...e como não podia deixar de ser, eis-nos pois chegados, ao tempo das... 'fadistas de plástico', de que Mariza é porta-estandarte.
A Amália, o Marceneiro, a Hermínia, o Armandinho...devem dar saltos na tumba com tanto desplante. A 'Fundaçâo Amália', vai premiar Mariza, em Outubro próximo. Coitada da Amália. Se pudesse, por certo que a sua revolta seria tanta, que o 'Panteão' se transformaria num entulho de pedras e cimento.
Porque será que em Portugal, a MEMÓRIA é quase sistemáticamente desrespeitada?

Publicado por Valéria Mendez em junho 26, 2005 07:53 PM
Comentários

Desígnios da massificação...

Afixado por: jgonçalves em junho 26, 2005 10:27 PM

Subscrevo na íntegra (exceptuando a parte em que faz equivaler Mariza a uma "reles cópia" de Amália - acho-a uma cópia fraquinha, apenas, mas não reles)

Afixado por: Vieira do Mar em junho 27, 2005 01:21 AM

Acho que nem valeria a pena acrescentar fosse o que fosse ao que ficou dito, mas repetir até à exaustão, até obter resposta bastante: - "Porque será que, em Portugal, a MEMÓRIA é quase sistematicamente desrespeitada?
Existe, em 1º lugar, uma questão de saber, ou melhor , de ignorância - a maior parte das pessoas fala acerca de tudo, mesmo sem nada saber; o que sabem é o que lhes impingem, o que os media lhes vendem como verdade. Ora, para avaliar é necessário conhecer... Em 2º lugar, o poder do marketing é tal que vende seja o que for - não precisa ser bom, unicamente ser bem publicitado; e tanto assim é que diariamente assistimos à glorificação de produtos de qualidade duvidosa em detrimento de produtos de melhor qualidade... É evidente que só se consegue esta façanha utilizando técnicas que passam por neutralizar e desvalorizar o que verdadeiramente tem qualidade, pondo a tónica em outros predicados que determinam a escolha da clientela, que se quer cada vez mais ignorante, uma vez que os ignorantes não têm capacidade crítica ...
A própria cultura, de há uns anos para cá, se tornou fundamentalmente numa actividade comercial, logo, sujeita às regras do marketing; por isso, é necessário e fundamental apagar a memória, eliminar referências, desvalorizar o passado...
O que me parece mais grave é que, presentemente, já nem será verdade a máxima segundo a qual "os bons produtos não necessitam ser publicitados"; hoje, o que vende é a imagem, o resto passou a ser acessório e assim é em tudo. Esta não é, definitivamente, a sociedade do SER, mas sim do TER...
Amália, que foi uma das grandes fadistas portuguesas, teve maior projecção que outras suas contemporâneas por ter já beneficiado dessa ciência que então dava os seus primeiros passos -o Marketing. Neste caso, o produto era bom, mas a editora discográfica fez o resto. Igualmente bons eram outros produtos, mas que não tendo sido igualmente divulgados não alcançaram a mesma projecção...
Para mim, a Mariza não é um "caso", i.é, embora a ouça com algum agrado, nada me "transmite" (se calhar por estarmos em ondas diferentes...). O Fado é muito mais do que uma questão de voz, é atitude, é raça, é verdade... Presentemente,a cantar fado, aqui em Lisboa, conheço dois "casos" - duas raparigas, desconhecidas do grande público, que cantam em casas de fado e que vou ouvir sempre que posso. São estas (e outros "casos" que desconhecerei) que, mesmo com pouca visibilidade, fazem a ponte entre o passado e o futuro da nossa Canção Nacional. O resto é paisagem.........
Um abraço

Afixado por: MLeiria em junho 27, 2005 03:21 AM

Voltei para agradecer, em destaque, a sua última frase, no meu blog. O meu ego ficou muito satisfeito e, aqui para nós, acho até que um bocadito vaidoso... O problema é que eu sei muito pouco acerca de fado, mas farei os possíveis por não a decepcionar.
Novidade: Já tenho uma fotografia sua; de certo já adivinhará a origem...
Eu tenho umas décadas a mais!...
Um xi

Afixado por: Fadocravo em junho 27, 2005 04:14 AM

Assisti aqui em Londres a um show da Mariza e realmente ela cantou imensa coisa da Amalia e como alguns fados estavam na mente dos portugueses presentes deu uma imagem aos ingleses que tanta gente conhecia o seu reportorio pois cantavam com ela.Afinal o merito pertenceu a Amalia! Quanto a voz de Mariza nada de especial,trata-se duma cantora mediana ao nivel de muitas fadistas que existem sem no entanto merecer o nome de diva que o tal marketing decidiu dar

Afixado por: Debora Santos em junho 27, 2005 04:57 AM

Texto muito bem escrito! Concordo em absoluto consigo e com João Lisboa do Expresso!

Afixado por: Antonio em junho 27, 2005 03:52 PM

Julgo que muito pouco posso acrescentar aos anteriores comentários os quais são bem reveladores
de quem aprecia o fado no seu formato original, não
o aceita interpretado da forma como últimamente os novos fadistas o apresentam. Aliás seria o mesmo que os argentinos resolverem modernizar o "tango" ou os brasileiros fazerem o mesmo ao samba. Devia ser qualificado da mesma forma que é todo o acto de contrafacção, por ser uma tentativa falhada de imitar neste caso, não um produto, mas sim um estilo próprio duma canção que se internaciona
lizou.
Com um abraço do Raul

Afixado por: congeminações em junho 27, 2005 07:44 PM

Há já algum tempo que, de vez em quando, passo por esta sua casa. É sempre agradável descobrir sítios onde podemos aprender e este é um deles. Já agora: pensei que era a única portuguesa a não idolatrar a Mariza...boa cantora até é, mas Fadista éque não!

Afixado por: sónia em junho 27, 2005 09:48 PM

mas tu está em Madeira a cantar o fado? Desculo, eu não percebe! Se vai ao Porto Santo pode telefona!

Afixado por: Sinclair em junho 28, 2005 12:03 AM

Ora eu não concordo consigo, minha querida Valéria. Fico muito contente por a Mariza ser o sucesso que é lá fora. Talvez isso abra ainda mais portas para outros. Quem me dera que houvesse muitos artistas portugueses com êxito no estrangeiro.

"Ouvir Dulce Pontes cantar 'Povo que lavas no rio' e ouvir Mariza cantar "Barco Negro', é forçosamente, entrar em dois mundos completamente diferentes."
Concordo. Prefiro o Barco da Mariza ao Povo da Dulce, por um motivo muito simples: percebo tudo o que a Mariza diz e, se eu não soubesse a letra, não perceberia a Dulce.
Não vejo mal nenhum em se cantarem fados ou outras canções de quem quer que seja, mesmo não sendo reinventadas, e isso não retira valor nenhum a quem as canta.
Quanto ao não mencionar quem tornou um canção famosa, também não vejo nisso crime de lesa-pátria. Será deselegante quando muito, mas "só". Não creio que faça parte duma estratégia concertada para denegrir ninguém, nem para proveito próprio como se infere das suas palavras.
Já trabalhei com muitos fadistas e a sua preocupação quando gravam temas de Amália é justamente escolherem alguns menos "batidos", sem que haja nisso segundas intenções. Simplesmente não vale a pena gravar o que já o foi dezenas de vezes por dezenas de artistas.

Um abraço.

P.S. Um dia destes vamos discutir tudo isto à mesa, que é bem mais agradável. Está bem?

Afixado por: Fernando em junho 29, 2005 06:17 AM

tem toda a razão. assino e subscrevo. até porque este ultimo album da Mariza nem é nada de especial, se comparado, por exemplo, com o da Cristina Branco.

Afixado por: Jinzinhe em junho 30, 2005 10:15 AM

Você é brilhante em muitas crônicas, mas quando desanda a flar de fado, torna-se insuperável.
Por acaso conheço quase todas as interpretações citadas e concordo inteiramente com você.
Ah! No dia 29 você comentou a postagem do dia 16 como se não houvesse atualizações, mas eu atualizei em 20 e em 27 de junho, caso não apareçam as atualizações, basta pressionar F5 que a página atualizada aparecerá.

Afixado por: Manoel Carlos em junho 30, 2005 08:59 PM

Resposta de Valeria Mendez:
a VIEIRA DO MAR, tenho de dizer que se ler bem, não afirmei que Mariza fosse uma 'reles...' apenas estabelelci uma comparação com os quadros do Van Gogh e os quadros vendidos 'na loja dos trezentos',aliás concordo consigo, Mariza é uma cópia 'fraquinha'...nada mais, apenas pelo facto de cantar bem, se bem que sem contéudos...
à celebre editora do blog FADO CRAVO, tenho a a dizer que concordo consigo, acrescentando que para além 'do vibrato extraordinário', Amália emprestava aos poemas que cantava uma intenção e um contéudo tais, que até parece que aquelas palavras tinham sido escritos por ela!
à minha conterrânea que vive em Londres, a DEBORA SANTOS, só tenho de me congratular que tivesse assistido a um recital de Mariza, e tivesse podido constatar in loco, o contéudo da minha crítica!
Ao FERNANDO, do blog CIDADÃO DO MUNDO,musico e entendido nestas coisas, tenho de corroborar o meu desacordo consigo-uma coisa é uma artista como eu cantar em publico os temas de Amália, conforme sei e posso, e outra coisa é uma artista internacional com as responsabilidades da Mariza, cantar e ainda por cima gravar em disco, esses temas, sem lhes trazer nada de novo ou de diferente...(Quanto à discussão à volta duma mesa, acho uma optima ideia...quem sabe?)
À JINZINHA quero dizer-lhe que concordo em absoluto consigo! A Cristina Branco não precisou, para se promover, dos 'covers' de Amália; ela sim trouxe algo de completamente novo, podemos gostar ou não, isso é outra história, por acaso até gosto!
Ao JGONÇALVES do blog BLOQUISTO, queria reafirmar o que disse, a massificação nunca trouxe nada de bom...é só olharmos em volta...
Ao MANOEL CARLOS do AGRESTE, caríssimo amigo brasileiro que me faz o favor de acompanhar há muitos meses, quero agradecer-lhe as suas palavras, assim como ao ANTONIO, que penso que seja madeirense (não tenho a certeza), mas que pelo que tem escrito aqui no meu blog, me dá uma ideia de conhecer bem a Madeira, e faz o favor, ele também , assim como todos os outros de serem meus leitores.
À SÓNIA do blog AO_SUL, o meu obrigada também.
A todos um abraço
A editora deste blog
Valeria Mendez

Afixado por: valeria mendez em julho 1, 2005 06:17 PM

Não sou madeirense, mas estive quatro anos a dar aulas (de Filosofia)na escola Francisco Franco no Funchal, por isso conheço um pouco da realidade madeirense.Conheço-a pessoalmente mas nunca nos falámos.
Comprei o dvd que aconselhou da Hermínia Silva, e francamente fiquei impressionado. Aquela parte da Amália, a dizer que Hermínia foi o seu idolo, é fantástica...E obrigado pela dica.Quando vier a Setubal , mande-me um mail, poderemos tomar um café!

Afixado por: Antonio em julho 1, 2005 08:20 PM

Olá GRANDE Amiga Valéria!
O tempito ultimamente tem sido pouco para estas coisas, mas sempre que tenho um furinho venho visitar os amigos ++.
Continua como sempre a escrever que é um regalo, para nosso prazer.

Um abração do
Zecatelhado

Afixado por: zecatelhado em julho 2, 2005 05:09 PM

Cara Valéria, voar até aqui e ler o que escreve proporciona-me duas sensações opostas: um de prazer imenso nos conhecimentos que transmite e a de me sentir, verdadeiramente, um ignorante, porque tenho ainda tanto que aprender. Mas é difícil, como saberá, sair de um ninho amordaçado... Um grande abraço deste seu admirador

Afixado por: Passaro Distante em julho 4, 2005 12:20 PM