É verdade. Esta minha linda terra é assim. Uma freguesia da Madeira, vive, nestes dias, entre a alegria de ter uma Miss Portugal, e a vergonha assumida por ter outra "filha da terra", transexual já operada, e actualmente "estrela" do Big Brother Inglês
Eu tenho por convicção, de que as figuras publicas, têm o dever de utilizar essa condição, para tentarem exercer junto do publico, uma certa pedagogia. Por isso, eu mandei um recado à população dessa localidade, na esperança de que, as mentalidades madeirenses possam evoluir no seu sentido humano. Se houver, pelo menos uma pessoa, que deixe brotar de seu coração, um pingo de solidariedade, já darei por bem empregue, o meu esforço.
Agora sou eu a dizer uma Preçe por si, Valéria.
Um abraço.
Sem dúvida Valéria.
A natureza está cheia de mistérios. Há que saber aceitar as pessoas como são e não como aquilo que, alguem nos inculcou, deveriam ser.
Quando as pessoas aprenderem a ser felizes, também, com a felicidade dos outros, viveremos num mundo muito melhor.
Abraço.
Afixado por: PortoCroft em junho 3, 2004 08:59 AMBem...como estreia a comentar aqui, nada melhor que um tema sensivel.
Eu voto a favor de se acabar com os preconceitos e com os tabus.
Sejamos por fim livres de sermos quem quisermos...
O resto...ninguem tem nada a ver com isso.
Haja é dialogo e conversa...afinal valemos pelo que dizemos não?
beijo
Valéria tás linkada :)
Big Brother...estive a passos de entrar
na casa :( camelos não me quizeram !
Trilema no Cagalhoum...aparece;)
Afixado por: Finurias em junho 3, 2004 02:07 PMMuito bem dito , excelente o tema e a forma desenvolvida . Beijos. Andréa.
Afixado por: Andréa Motta em junho 3, 2004 03:26 PMEntendo o teu sentir, mas não o aceito linearmente.
Eu sou assim como um velho bom e pouco evoluído
Ainda me custa a aceitar, ver a mulher como objecto.
Uma tela bem pintada, ainda que por artista anónimo
deverá ser exposta para que os olhos se deliciem.
O corpo humano, não.
Entendo que a cultura natural das gentes menos evoluídas
tenha alguma dificuldade, em aceitar uma transmutação e bem menos dificuldade em aceitar uma enlevação.
Mas quer num caso quer noutro, o que sinto, é apenas uma exposição inadequada do corpo humano e isso custa-me aceitar.
Na Alemagna,onde eu estive dois anos,num village perto de Baden Wutenberg,creio que éra assim que se chamava?Éra um padre que tinha uma outra visâo da religiosidade.Foi A partire dai que houve a ruptura.Senhor que eu escrevo mal:sou Ateu,depois muito tempo,as religiôes para mim sâo do bla-bla,so para que alguns previligiados tenham prevelegios. Ok vou acabar?Mas onde esta escrito?que um homem tem que viver com uma mulher!Ou vice verça?Nâo sou aos HOMEMS.Aos Stats um cientista um outro,convenceu uma mulher,a criar um dos seus filhos:gémeos como se fosse uma rapariga,mais tarde quando se apercebeu que éra um homem:mas depois de ter procriado suicidouce!TRISTE nâo é?
Afixado por: manecas,calhordus em junho 4, 2004 12:15 AMEstas situações são "normais" em zonas de algum atraso cultural. O espírito dessas gentes ainda está muito enraizado em tradições e costumes do antigamente e "completamente a leste" do desenvolvimento cientifico, técnico, psicológico, de mentalidades, etc que se desenvolveu bastante nas últimas décadas, em especial quando Portugal se abriu à Europa e ao mundo. E com isto não estou a dizer mal da Madeira; noutras regiões de Portugal a reacção seria igual (especialmente pequenas comunidades que continuam "fechadas ao mundo").
Mas são de louvar as iniciativas como as da Valéria, que sozinha levanta a voz pela justiça e contra a discriminação.
Cara Valéria, desconhecia o seu blog, descobri-o através do google, logo na primeira linha de pesquisa. Gostei muito da sua carta "Recado ao Campanário". Eu gostaria que este acontecimento fosse um precedente para se debater a homossexualidade e transexualidade na Madeira.
É triste mas é difícil ser homossexual, bissexual ou transgeder na MAdeira. É uma sociedade muito formatada por estereótipos muito instituidos e pouco aberta à diferença. Por mais que se diga que tem vindo a mudar, neste capítulo não acredito na mudança.
Tenho pouco mais de 20 anos, e não consigo imaginar-me a viver na Madeira pois sei que não seria aceite pela minha família bem como pelos demais que rodeiam. Não sou o único nessa situação, e em Lisboa conheço muitos. Também conheço os que regressam e que infelizmente transformam-se em "neozombies" que precisam de Prozac para viver melhor o dia à dia.
Queria dar-lhe um bem-haja, e fiquei muito contente por ter encontrado o seu blog.
melhores cumprimentos,
Paulo
Enquanto as mentalidades forem como são, vai sempre haver esses preconceitos. É na Madeira, em Portugal Continental ou...nos meus Açores.
Afixado por: Fernão em junho 4, 2004 09:27 AMValéria, uma polêmica levou você ao meu árido Agreste.
Seu blogue passou a integrar os elos agrestinos.
Se para nada mais servisse a polêmica, a mim serviu para conhecê-la.
Foi impactante a carta que você escreveu.
Corajosamente você expôs uma condição que não precisaria tornar pública, ou mesmo lembrá-la.
Além da fadista, você se revelou uma pessoa maravilhosa; sei que é insignificante, mas você ganhou um admirador.
Mais uma vez, parabéns pela tua frontalidade, Valéria! Também eu, madeirense de nascimento e coração, subscrevo as tuas palavras e espero que sim, que as gentes da nossa bela ilha cresçam em maturidade e tolerância e que aprendam a respeitar a diferença. Até lá, a luta continua!
Beijinhos, Valéria!
Flávio
www.a-bomba.blogspot.com
Afixado por: Flávio em junho 20, 2004 11:09 PM