No ultimo HermanSic, onde também estive ,no ano transacto, como artista convidada, JOÃO FERREIRA ROSA, veio homenagear outro enorme cantador de Fado, que o destino levou, no Verão da Vida- CARLOS ZEL, que tive a honra de conhecer pessoalmete. João Ferreira Rosa, é um dos fadistas míticos da cena artística portuguesa, homem de fortes convicções, duma pureza de espírito, que só os grandes possuem. E falou de Portugal. Com propriedade e sem artifícios. Falou sobre a Republica, e aquilo que ela nos trouxe, desde 1910. Classificou os sucessivos governos de incompetentes, de ladrões, de bando de malfeitores. Referiu-se, sem preocupações do "politicamente correcto", ao despesismo das sucessivas eleições presidênciais. Exaltou a Monarquia. Pelo sentido de pertença, pela nacionalidade, pelo seu sentido moral. E dei por mim, a pensar, nas palavras, politicamente incorrectas, do meu colega João Ferreira Rosa ( permita-me ,e dê-me a honra de assim o tratar !). Essas palavras, encontraram um eco insuspeitado dentro de mim, encontraram um caminho fechado para uma argumentação válida, no sentido oposto. Dei por mim, a "ver" a auto-estima que os espanhois possuem, dei por mim, a observar com maior acuidade, as vivências dos países monárquicos da Europa. Dei por mim, a constatar que, todos nós precisamos duma relação emotiva, de amizade, com aqueles que nos representam. E realmente , a Republica, não nos pode facultar essa matriz...Não sei não, mas a minha desconhecida costela monárquica, parece estar a (re)nascer. Será ?
Publicado por Valéria Mendez em maio 25, 2004 09:15 PMO problema das monarquias não são os reis. O problema são sempre os senhoritos... Se contactar com alguns desses energúmenos a coisa passa... digo eu...
Um abraço,
Francisco Nunes
Amiga Valéria deixa lá a sua costela monárquica sossegada, porque está em minoria e as outras suas costelas são pelos vistos maioritáriamente e ainda bem, republicanas. É que a época da vassalagem, pelos menos mais visivel já lá vai e sinceramente tal como não desejo o renascimento de um ditadura salazarista, também não quero voltar aos despotismo de um qualquer monarca.
Afixado por: congeminações em maio 25, 2004 10:43 PMO problema está nos homens e não nos sistemas políticos. Quem concebeu os sistemas? Não foram os homens?
Afixado por: vmar em maio 26, 2004 02:19 PMÉ sempre um prazer, lê-la, Valéria. E, não tenha receio de "desejos de monarquia". Por vezes penso que seria melhor um Rei, ao invés de chefezinhos tribais, vulgo "sobas" protagonistas.
Um abraço.
Faço das palavras do Vmar, as minhas proprias palavras!
Afixado por: Maria em maio 26, 2004 08:05 PMO pior é mesmo o pessoal dos tachos... se com a República é o que se vê imagina com a Monarquia. Abraço
Afixado por: Francisco Curate em maio 26, 2004 11:15 PMMas a Valéria tem uma relação emotiva de amizade e de grande paixão, com a sua arte, com os desfavorecidos, com os oprimidos.
A auto estima, que alguns Espanhóis poderão sentir pela sua realeza, não é comparável, à que a Valéria nutre pela diva. Ela não foi rainha, mas continua a ser a diva de todos nós. Que mais quer?
Passei para agradecer e retribuir a visita e comentário, achei teu artigo muito bem escrito :)
Afixado por: Andréa em maio 26, 2004 11:29 PMA minha costela monárquica não consta do meu esqueleto, a monarquia nunca aboliu do seu sistema político a pobreza e a palavra solidariedade simplesmente não existe, existe sim a caridade que em si fumenta a desigualdade para subsistir enquanto prática purgatória para os abastados que querem garantir o seu lugar no reino dos céus...Os tempos estão feios, as soluções estão demoradas e são confusas, mas tenhamos a lucidez de acreditar no surgimento de uma nova "COISA".
Até breve!
Afixado por: João Maria em maio 28, 2004 01:49 PMVi o seu comentário sobre o meu blog.
Estou a começá-lo e a sua opinião é muito bem-vinda.
Sim, vou meu blog vai ser alterado..
Vou meter coisas mais interessantes.
Gostei muito de ler o seu. Tem veia critica e
poética. Gostei!!
Tomás
Afixado por: Tomás em maio 28, 2004 11:58 PMValéria, também há repúblicas com grande sentido de nacionalidade e grande nível de auto-estima. Aliás aqui até concordo com o Vasco Pulido Valente: não há povo com mais auto-estima que o português.
Um povo que tem de si a ideia de que tudo o que diz e faz é incontestável, que preza a sua opinião (mesmo que feita de lugares comuns e sem o mínimo espírito de análise) acima de tudo, é certamente um povo com "excesso" de auto-estima.
Só mais uma coisa. Não tenho nada contra a monarquia, desde que possa votar no rei de cinco em cinco anos. ;)
Afixado por: Fernando em maio 31, 2004 02:42 AM