Estive cerca de uma hora,no "messenger",a falar com o meu amigo curdo, que vive na Holanda,e que conheci há já uns anos,num dos meus modestos "shows",no país das tulipas. Schwaninah estava particularmente excitado com as notícias,e quedamo-nos longamente a discorrer sobre as vicissitudes da sua família durante o regime de Saddam. O irmão fora morto num confronto militar, o pai havia falecido,era ele muito jovem,e a mãe vivia com uma irmã,em Bagdad. A mãe, foi bárbaramente atingida com um bloco de cimento,resultado da invasão do senhor(?) Bush,e a irmã, aterrorizada e trágicamente afectada pelo drama, conseguiu escapar para a Siria no final da guerra,onde foi ajudada pelo irmão,que se deslocara até aquele país,com o fito de a trazer para Amsterdam. Ela era professora de Inglês, num colégio secundário do sistema educacional do ditador. Era curda,vivia em Bagdad com a sua mãe,e as ajudas do irmão emigrante proporcionavam-lhes uma vida acima da média. Nutriam por Saddam, a raiva normal de haverem perdido um filho e um irmão, que corajosamente seguia a "utopia" dum Curdistão livre. O meu amigo curdo visitava a família regularmente,e lá seguiam as suas vidas, sem grandes sobressaltos. Eis que os USA resolvem invadir o Iraque,e a paz daquela pequena família, seria para sempre afectada. Certo é que viviam com o fantasma de Saddam,com uma liberdade de expressão política restricta,mas,o amor que os unia era mais forte que todas as contestações. Não se haviam esquecido dos milhares de curdos mortos,tal qual o membro mais jovem da sua família,mas haviam conseguido a tranquilidade possível. A irmã do meu amigo leccionava, de cara descoberta, tinham uma vida social,até de vez em quando iam ao teatro e assistiam a algum concerto, de alguma vedeta árabe preferida. Dizia o meu amigo curdo:"Não senti alegria nem tristeza ao ver Saddam naquele estado. Ele roubou-me o meu irmão,mas o Bush levou para sempre a minha mãe,que tanto amo." Não tive palavras para "consolar" o meu amigo. Apenas lhe desejei muitas felicidades no seu país de acolhimento ,junto com a sua irmã. Vem este pequeno "episódio",ilustrar o meu "utópico" ,porém veemente desejo de um dia,poder também ver na televisão,a imagem de um Bush barbudo,degradado e detido sob a acusação de "atentado contra a humanidade", pois tanto um como outro, são "farinha do mesmo saco". Nem mais,nem menos!
Publicado por Valéria Mendez em dezembro 15, 2003 02:17 AMTu pegas um caso particular para, logo depois, vir com uma conotação generalizada. Teu ódio a Bush impede que vejas o mais óbvio dos fatos: goste tu ou não, a vida das pessoas melhorou no Iraque com a chegada dos americanos e, apesar das vidas inocentes perdidas, muitas outras foram salvas, em especial, entre os curdos. Com Saddam no poder, as coisas seriam piores.
Afixado por: Márcio Gama em dezembro 17, 2003 10:03 PMla vêm a volta de 360 graus da Valeria..Falas com um curdo..se falasses com 1 milhão te diriam a marginalização que este povo foi votado. Nunca te esqueças Valeria o Saddam invadiu um pequeno País..roubou...violou...matou uma gente, que o unico mal foi querer ser independente daquele sanguinario
Afixado por: saridon em dezembro 23, 2003 02:27 PMMais uma fadista comunista a arrotar postas de pescada.
Afixado por: Amadeu em abril 13, 2004 02:04 AMTambém penso assim.
Afixado por: Lila em abril 13, 2004 02:04 AMBush=Sadam!
Afixado por: Paulo em abril 13, 2004 02:04 AMhttp://terrorismo.embaixada-americana.org.br/?action=artigo&idartigo=1165
Afixado por: Gosia em abril 13, 2004 02:07 AMAo Amadeu e ao Gosia, q são a mesma pessoa(?).Quer dizer, pessoa não será, energumeno talvez! Desolada por desiludi-lo não sou comunista.Sou é uma pessoa com preocupações sociais,atenta e interveniente...coisa que vc nunca será, seu merdas!
Afixado por: valeria em abril 13, 2004 06:39 PM