Estávamos já a percorrer uma zona que me era muito familiar. Pelo celular de Lorenza, telefonei para o solar dos Condes, advertindo Tijen da minha chegada com Per,e uma amiga que nos acompanhava. Tijen havia catrapiscado o filho da Condessa, nos nossos tempos de estudante na Universidade de Perugia, ( Leiam-se as minhas crónicas " Corso Vannucci" de 31 de Agosto/03,e "A Condessa de Catalnissetta",de 26 de Outubro /03)em que o jovem Pietro ,no seu Ferrari vermelho, punha as meninas todas de cabeça tonta,com os seus caracois alourados. A amizade da rapariga turca, que se tornara numa herdeira milionária siciliana, nunca se esbatera. Aos dezassete anos de idade, haviamos partilhado momentos inesquecíveis,e eu própria, era um dos testemunhos mais antigos do florescimento do seu romance,e mais tarde seria igualmente testemunha in loco do seu fabuloso matrimónio. Agora, encontrava-me de novo em Catalnissetta, desta vez para participar numa Gala, a favor das Crianças com Sida, patrocinada exactamente pelos Condes de Catalnissetta. Fomos recebidos de forma familiar pela Tijen, pela velha Condessa, sempre bem disposta e excêntrica,e por Pietro,sempre muito gentil e atencioso. Expliquei-lhes a presença de Lorenza e de Per, que aproveitara a minha dica para fazer umas curtas férias em Itália,e logo com a gentileza que caracteriza aquela gente,exigiram que aceitassem a sua hospedagem. "Nem se discute,disse a velha Condessa. Vocês chegaram quase mesmo em cima do Jantar. Têm tempo para um banho,e daqui a uma hora quero-vos na sala de jantar", disparou logo a Condessa, em tom de comando. Agradecemos,e fomos logo encaminhados para os nossos aposentos. E de novo, senti o mesmo pulsar da "villa", cheia de História e tradição. Ali estava o quarto, com uma camilha do século XIX, donde pendiam muros de seda rosa pálido, que lentamente balançaram com a corrente de ar, quando abri a janela que dava para o fabuloso jardim da mansão... ( CONTINUA)
Publicado por Valéria Mendez em dezembro 6, 2003 02:05 AMQuero agradecer pelo bonecomentário feito ao meu blog, é sempre bom saber que alguém lê o que escrevo, e tendo em conta que se tornou minha "cliente", senti-me na obrigação de vir ver o seu blog, o que era impossível não fazer, pois tenho o hábito de ver os blogs de quem passa pelo meu.
Fiquei fascinado com as suas histórias, principalmente a de Israel, pois desde sempre foi um assunto que me interessou, só é pena não ter tido um final feliz. Quem sabe um dia!
Ou seja "fiquei cliente".
Valeria:
Escreve Rui Barnabé. Eu por acaso achei que já estivesse ali nos nossos links desde o início. Foi dos primeiros blogues a reparar em nós, eu vim aqui ver do que tratava a sua escrita, e gostei já desde essa altura. Até hoje estava convencido de que a tinha incluído logo nessa altura. Vim agora aqui procurar o seu email para dizer-lhe isto, e como não o encontrei, deixo mensagem aqui. Vamos corrigir.
Um abraço amigo (e as desculpas) dos seus vizinhos do Barnabé
Afixado por: rui tavares em dezembro 6, 2003 02:27 PMobrigada pelas dicas... vou seguir o conselho!
Afixado por: Ana [Lua] em dezembro 7, 2003 05:17 AM